Adoráveis Mulheres!!!

Eu sei, o Dia Internacional da Mulher foi há um mês atrás, era pra esse post sair naquela época, mas o Blog não estava pronto ainda. Nem por isso vou deixar de escrever sobre as mulheres que tem feito minha cabeça ultimamente. Seja na hora de dormir ou na hora de ir ao trabalho, elas vão cantando no meu ouvido, me fazendo entender o porquê precisamos tanto de uma mulher ao nosso lado. Espero que vocês gostem. Um Grande Abraço e boa audição! Zulluh!

Adele - 19(2008)




Adele é mais um daqueles casos de artista que vem trilhando o caminho aberto por outro artista de sucesso e acaba se tornando melhor do que tal, pelo menos em minha opinião. Pra quem já se cansou da autodestruição física e mental pública de Amy Winehouse, aqui vai uma boa pedida. Seguindo a mesma cartilha soul-pop-retrô da conterrânea drogada, a "fofinha" pós-adolescente de apenas 19 aninhos, vêm com aquele frescor de menina e um vozeirão de mulher pra nenhuma Etta James botar defeito. Influenciada pelas grandes musas do Jazz e misturando um pouco de Nu-Jazz, estilo que mistura o funk, o jazz e arranjos eletrônicos de músicas com uma pegada mais dançante, Adele entra no mercado com um invejável repertório de belas canções capazes de arrebatar até mesmo os mais desatentos. “Daydreamer”, a crescente “Best for Last”, “Crazy For You”, a emocionante “Chasing Pavements” e o arrebatador ponto alto do disco “Could Shoulder” não deixa pedra sobre pedra no coração dos ouvintes. Um ótimo albúm para uma estréia. Que venha mais! Z!

Portishead - Third (2008)


Depois de 11 anos de espera os fãs podem respirar aliviados. O Portishead não acabou e ainda por cima lançam álbum novo. Beth Gibbons e Cia. estão de volta com “Third”, que como o guitarrista Andrian Utley já havia sinalizado antes, não tem nada haver com os anteriores. E realmente não tem, à primeira ouvida soa estranho, principalmente pela introdução da música de abertura “Silence” ser em português, uma declaração esquisita que deixou muita gente achando que não se tratava de realmente Portishead, mas depois do susto você percebe que está tudo lá: as batidas psicodélicas, os graves envolventes, a guitarra bem tocada e a voz “vaginal” de Beth Gibbons, sim ela continua sussurrando e gemendo como nunca, vide “Hunter”.


A cópia ainda não é a original, não está tão boa assim, algumas músicas estão cortadas e o som não está totalmente limpido, mas depois de tanta espera vale a pena ser ouvido. Afinal, se trata de Portishead. Assim que conseguir outra cópia eu posto. Z!

Firefox Ak – If I Were a Melody(2008)



É difícil descrever o som que o Firefox AK faz, ora dançante, ora trilha sonora de um sonho, os blips e blops da banda de Andrea Kellerman (AK) fazem você entrar no clima rapidinho. O som do grupo é feito pela voz suave de Andréa e um paredão de sintetizadores e samplers que faz o Firefox ser um Electro-Pop tão bom quanto o Man Machine do Kraftwerk. Uma prova de que mesmo não sendo o centro das atenções no mercado musical, a Suécia, terra de nossa Rainha Sílvia, continua exportando talentos sempre que pode como é o caso de ABBA, The Cardigans e a não tão conhecida José Gonzáles (é uma banda e quem canta é uma mulher, ta). “If I Were a Melody” é um disco bem produzido e uma evolução de “Madame, Madame”, o primeiro disco. Apesar de vir de uma terra gelada o som é quente e agradável e faz a cabeça de quem tem bom gosto. Ouça alto!!! Z!


Brisa Roché - Takes(2007)



Parisiense por opção, a californiana Brisa Roché faz do Jazz sua cama para deitar as mais variadas influências e se jogar em cima delas sem medo de ser feliz. Com uma sensualidade ingênua na voz e fugindo de comparações com Norah Jones, a quem frequentemente é comparada, faz um disquinho simples e despretensioso, daqueles de se ouvir num café da manhã de férias no campo. Ao final de tudo fica aquele gosto de “ficou faltando alguma coisa”, talvez mais pretensão. Mais vale a audição. Z!


Duffy – Rockeferry (2008)


Diretamente do País de Gales, Aimee Anne Duffy, ou simplesmente Duffy, surge como mais uma nova sensação da música do Reino Unido, seu disco de estréia vendeu mais de meio milhão de cópias só na primeira semana de lançamento. Depois que Amy “Suicide Junkie” Winehouse escancarou as portas do mercado soul-pop-retrô, temos a oportunidade de conhecer gratas surpresas, vide Adele e Laura Marling. "Mercy" está a várias semanas liderando o ranking e é a quarta música mais ouvida na Europa atualmente. Ouça “Warwick Avenue” e diga se essa não é a canção de fim de relacionamento que você já ouviu recentemente. Z!

Olga Kouklaki – Getalife(2008)




Como o mundo da música vem sendo tomado de assalto pelas mulheres, não poderia deixar de citar o primeiro trabalho da grega Olga Kouklaki. Nem um pouco conhecida por esses lados, mais que merecia mais atenção, a DJ e produtora Olga, que é formada em música clássica, condensa com muito bom gosto a Electrônica puxando mais pro lado Lo-Fi da coisa, ou seja, mais orgânica do que se ouve por aí e não deixando esquecer que o Trip-Hop ainda existe. Entre músicas dançantes e viagens sonoras, “Getalife” se sai como um interessante e bem sucedido álbum de estréia. Z!

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