Filmes que deveriam ser vistos

ESTÔMAGO


O cinema continua a me surpreender, o nacional nem se fala. Enquanto pipocam nas telonas coisas do tipo “Casa da Mãe Joana”, "A guerra dos Rocha", “Polaroides Urbanas” entre outras (super?)produções que poderiam muito bem passar direto num especial de fim de ano da Globo e outros que tentam ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro, outras produções mais modestas e de qualidade superior(minha opinião) passam quase despercebidas do grande público, porém competindo e ganhando prêmios por onde passa. Fimes que tem a capacidade de emocionar e fazer refletir, não só, mas também encher de orgulho o cinéfilo e entusiasta do Cinema Brasileiro mais antenado. Produções como o Céu de Suely(você já viu?), Falsa Loira(?), Ainda Orangotangos(alguém?). Filmes sem o “devido” apelo comercial e, muitas das vezes menosprezados por grande parte dos meios de comunicação, só vem provar o que uma boa história e um grande orçamento seria capaz de fazer. Desses tais grandes pequenos filmes venho destacar um que me fez gostar mais de ver filme nacional: ESTÔMAGO.


Não, não passou em vários cinemas, só em Mostras e Festivais pelo Brasil e mundo afora e aterrisou direto em DVD, e não são em todas as locadoras que você encontra. Filme nacional, com elenco desconhecido em história sobre comida e cadeia não vende, é o que devem pensar os que compram. Ledo engano, Estômago de Marcos Jorge é um filmaço que vale a pena ser assistido do início ao fim de uma vez só, comendo de preferência.

Essa tal de gorgonzola pode ser o que for, mas num fica fedendo nessa cela nem fudendo!” Bujiú


Na história, Raimundo Nonato, um “sem dinheiro” que não tem onde cair morto,traça sua pequena fábula nada infantil e que para não ser devorado pela sociedade, aprende as regras da mesma pra se defender e estar sempre por cima, com uma intrigante trajetória, vemos a vida de Nonato em flashbacks, desde a chegada dele aos trabalhos nas cozinhas de um boteco e um restaurante italiano, até o envolvimento com a prostituta gulosa Iria e a cozinha de uma cela na cadeia.

“Pooorra, tá gostosa pra caralho!!!” Iria

É indiscutível que o filme de Marcos Jorge seja muito competente no que se propõe, contar uma história. É inegável também que João Miguel seja um dos melhores atores já surgido por essas bandas. Talentoso como nunca, Miguel faz um Nonato divertido, sofrido e apaixonado. Para seu suporte está Fabiula Nascimento fazendo Iria, o amor de Nonato. Iria é uma bem-vinda Antimusa do cinema nacional. Gordinha e sensual, desfila sem nenhum pudor nua para roubar comida na cozinha de um boteco, impossível não se encantar com essa incrível desbocada. Para acompanhar Nonato na cadeia está Bujiú, interpretado pelo muito subestimado Babú Santana, que ainda não é protagonista não sei porque. Babú com seu jeito gaiato quase duela com Miguel em carisma, você acaba torcendo pelos dois. Ainda tem de quebra Paulo Miklos dos Titãs
fazendo uma
participação especial.

Enfim um filme que merece toda atenção do mundo, nem que seja só por 100 minutos
.Z!

Comentários

  1. mais uma blea produção brasileira o/
    abraços!

    http://wallnosekai.blogspot.com/

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  2. Depois dessa resenha, vou ser obrigado a assistir o filme...

    abçs


    Lucas Oliveira

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